14 de novembro de 2014

A Saga dos Brechós - Brechó O Cacareco

Encontrar um brechó legal perto da sua casa pode ser bom e ruim. Bom porque você vai poder ir até lá sempre e, consequentemente, encontrar mais coisas legais. Ruim porque você poder ir lá sempre e, consequentemente, gastar mais dinheiro.

Esses dias, encontrei um ótimo em Botafogo, na esquina da minha rua e vim compartilhar com vocês. O lugar em questão se chama Brechó O Cacareco e assim como eu, acho que vocês vão amar. ♥ Ele fica numa dessas casas antiguinhas, na rua São Clemente e tem muita coisa bacana: roupa feminina, masculina, infantil, acessórios, calçados e até coisas de decoração. A dona - que eu esqueci o nome - é uma fofa e mantém tudo organizado; o brechó tem até provador!

Numa olhada rápida, encontrei peças da Farm, Cantão, Dress To, American Apparel, My Place por até 30 reais. Vi também um vestido (novo, com etiqueta) lindo da Folic por 75 reais. Além das roupas de marca, tem aquelas coisas com cara de antiguinha que eu gosto bastante. A maioria das peças que vi custavam entre 10 e 40 reais. Dá uma olhada no que vi de bacana por lá:



Meu tempo estava curto - nos dois sentidos - então levei só duas coisas: essa calça levinha da foto (que fica incrivelmente linda no corpo e custou só 12 reais) e essa colar maravilhoso, cheio de penduricalhos pra me proteger por aí. :)




Para um brechó na Zona Sul que não é beneficente, eu achei o preço bem tranquilo. Mesmo sendo peças de marcas caras, elas não custavam mais que 30 reais. Se você também curtiu, o endereço de lá é esse:

Rua São Clemente, 245
Horário de funcionamento: segunda a sexta, de 10:00 às 19:30 e aos sábados, de 10:00 às 14:00
Telefone: 2246-1205. Eles trabalham com consignação também.

Minha dica é: ir numa quarta-feira (já que o CELPI só abre nesse dia) que aí você já aproveita para ir em mais dois brechós, que são ali pertinho: o Brexópin e o Bazar do CELPI.

E vocês, o que acharam? Já conheciam o brechó? 

;)

Beijos e bom final de semana,
Ju

11 de novembro de 2014

Do dia, mas não necessariamente

Há exatamente 120 dias eu postei meu último look do dia no blog. Obviamente, eu não sai pelada na rua - igual a essa galera de Porto Alegre - nesse intervalo. Eu comprei algumas roupas novas, montei combinações das quais eu me orgulhei e que postaria facilmente aqui. Mas não o fiz.

Durante um tempo, não me sentia mais bem em parar em frente a câmera pra simplesmente fotografar o que estava vestindo. Sabe aquela sensação de vergoinha alheia? Era um misto disso com preguiça e falta de tempo. A expressão "look do dia", assim como o termo "blogueira", se tornaram pejorativos na minha cabeça e contribuíam para que esse bloqueio ocorresse. Me sentia boba em estar parada ali. Eu volto hoje porque esse feeling, essa sensação está passando. Eu pensei e repensei sobre isso e decidi que, se era isso que eu queria compartilhar, não havia motivo para tanto desconforto.

Afinal, não importa o quão bobo seja, aqui ainda é um espaço que só meu. E vocês, sábias leitorinhas, sempre repetem isso pra mim.  O que eu visto hoje é uma peça que já foi must-have (outro termo insuportável): a saia midi. Eu estava atrás de uma nova e tive a sorte de achar essa na promoção da Forever 21 do Barra Shopping de 81,90 por 41,90. O preço deixou tudo ainda mais bonito. :P

• Cropped cinza C&A: R$ 19,90 | Saia midi florida Forever 21: R$ 41,90 | Bolsa preta C&A: R$ 49,90 | Rasteirinha C&A: R$ 59,90 | Colar da sorte, comprado no Brechó Cacareco: R$ 5,00 •

 No meu espaço virtual ideal, as fotos seriam lindas e bem tiradas e com fundo maravilhoso. Não deu. O que tem pra hoje é a parede da minha sala e o banheiro da PUC. É o look normal, de gente normal, num dia comum de trabalho e faculdade. Gente como a gente.

 Como esse blog foi e sempre deveria ser. ;)

23 de setembro de 2014

Sobre a vida e outras coisas

São 2:16 da manhã e enquanto estudava pra prova de edição em telejornalismo que tenho amanhã, resolvi entrar no blog. Lembrei dele assim, por acaso, como quem lembra que esqueceu roupa no varal ou lembra de um velho amigo e bate um pouco de saudade. Só sei que é uma madrugada qualquer e eu deveria estar dormindo - já que durmo tão pouco - mas não estou.

Li alguns comentários, recebi mensagens de vocês no Facebook, que estão aí do outro lado da tela querendo achadinhos, posts novos, looks do dia e coisa e tal. Vocês mereciam novas aventuras em lojas de departamento, mais vinte guias sobre o Saara ou um mapa de todos os brechós dessa cidade. Nada mais justo para quem dedicou um tempo considerável nesse quintal.

Acontece que (e vou ser bem sincera): eu não sei por onde recomeçar e nem sei se quero. Outro dia conversei com a Duda e ela me disse que todo mundo gostava de postagens com conteúdo pessoal, mas eu não sei e deixo essa pergunta para vocês. Vocês gostam? São muitas dúvidas, muitas questões e claro, passa pela minha cabeça acabar com espaço, já que - pelo menos para mim - ele perdeu um pouco o sentido. Já pensei em excluir, em mudar o nome, pensei em muitas coisas.

Não sei se contei, mas parei de fotografar o que visto. Eu ainda me arrumo com todas as coisas baratinhas que encontro por aí, mas hoje em dia me sinto idiota em parar e fotografar. Ao mesmo tempo, vejo as fotos maravilhosas da Carol Burgo, por exemplo, e me sinto idiota por não tentar. (Aviso aos navegantes: esse texto não tem foco. Só achei que seria bom escrever antes que eu adiasse novamente).

Não é só a falta de tempo ou as mil coisas que tenho pra fazer ou meu foco em não fazer outra coisa no final de semana a não ser me divertir. É falta de vontade mesmo, sabe? E isso é maior bad, expressão que entrou no meu vocabulário, haha. Honestamente, não sei como vai ser daqui para frente, mas sugestões são bem-vindas. Desde de mudar o nome do blog, o layout, os temas até desistir de vez. Sei lá.

Esse post não é um "desculpas por não postar" mas um "precisava escrever". E só para atualizar vocês sobre a vida, a minha anda assim:

- Decidi fazer segunda habilitação - em Publicidade - na PUC. Isso significa que ficarei lá mais uns dois anos. Vocês sabem (já escrevi isso aqui) que não morro de amores pela faculdade. Ou seja...
- Lembram do site de moda que eu trabalhava? Saí de lá e hoje trabalho numa agência de publicidade na Barra, o bairro que eu mais detestava na cidade.
- Sabe a minha vontade de tatuagem aquarela? Agora eu tenho uma para chamar de minha. Coloquei na pele meu amor pela história do livro "Peixe Grande". Doeu para caralho, não vou negar. Assumi meu afeto bobo por nuvens também. Já esse rabisco não doeu nada.
- Sou loira de novo e agora tenho uma franja. Dá um trabalho fudido mas é um dos cabelos mais legais que já tive.
- Agora moro em Botafogo e volto pra casa só aos finais de semana. (Quando volto). Eu divido o apartamento com mais 5 meninas e sinto falta do meu quarto mais que tudo. E dos meus cachorros, claro. E por último e não menos importante: da minha família. Morar "sozinha" é difícil, apesar das vantagens. Um dia eu conto isso tudo.




Um dia eu volto e conto isso tudo. Volto quando a vontade de escrever e compartilhar for maior do que tudo.


(não revisei, relevem possíveis erros)

17 de julho de 2014

{por aí} Center China Tijuca

Há quanto tempo eu não fazia um post sobre restaurantes! :) Até hoje fico na dúvida se quem lê gosta, se é realmente útil, maaaas é um assunto que eu gosto muito então continuarei escrevendo. hehe Vamos ao que interessa: COMIDA!

Conheci o Center China quando pedia o delivery na unidade de Laranjeiras e já gostava bastante da comida japonesa de lá, aí um dia fui na unidade da Tijuca, na Praça Vanhargem (aka Buxixo). Gostei tanto que voltei. A primeira coisa que me chamou muita atenção foi a variedade do rodízio; tem pratos japoneses, chineses, sobremesa e outros que não costumam ter em qualquer restaurante, como shimeji e gyoza. Dá uma olhada:
Segunda coisa incrível: a rapidez e o atendimento. Das duas vezes que fui não estava muito cheio, mas as comidas quentes (harumakis, lula empanada, por exemplo) chegaram em menos de 15 minutos, assim como o temaki. Os garçons também são super gente boa, apesar da cara de espanto que fizeram para quantidade de comida que pedimos (relevem, era uma mesa de 9 pessoas famintas, haha).

MAS VAMOS FALAR DE COISA BOA:

- Camarão e lula: você pode pedir empanado (crispy) ou grelhado (mongolian grill). Os dois jeitos estavam ótimos, bem sequinhos e a lula fresquinha e nada borrachuda.

- Harumaki: não é o melhor do mundo mas é bom. O de camarão com catupiry falta catupiry e o de legumes tem muito repolho.

- Gyoza e sunomono: não tirei foto, mas a gyoza estava sensacional! O sunomono que me dececpcionou um pouco, veio sem kani e sem gergelim. =\

- Sashimis: estavam sensacionais! Super fresquinhos, como todo sashimi deve ser. Só amor. Você pode pedir a versão grelhadinha e a enrolada com cream cheese, que é simplesmente maravilhosa. Poderia casar com você, Sashimi. Outra coisa inclusa no rodízio que é ~quase~ sashimi é o tartar de salmão, que é o peixe cortado em cubinhos com cebolinha.

- Makimonos: estavam gostosos e tem bastante opções. Só achei as peças meio grandes demais.
shitake pirotécnico
- Shitake: vem embrulhado em papel alumínio e pegando fogo; ele é bem temperadinho e tava com uma textura super boa. Até eu que não sou muito fã curti.

Sobremesa: você pode pedir harumakis doces, fondue de frutas ou banana caramelizada (nada a ver com culinária japonesa, porém estavam muito gostosos).

Infelizmente, não experimentei os pratos chineses por motivos de: não aguentei a pressão de tanta comida na minha frente. HAHA

Acho que é um rodízio ótimo e bem completo, além de ter um preço justo e atendimento bom. Pelo que vejo quando passo por ali, deve ser meio ruim ir à noite nos finais de semana; sempre tem fila. Mas fica a dica pra quem quiser uma gordice japonesa qualquer dia. :P

Onde fica?
Na Praça Vanhargem (Buxixo!) na Tijuca, número 15! O preço do rodízio é 64,90.

E vocês, já conheciam o restaurante? Que japoneses indicam? 

;)

Beijos,
Ju

15 de julho de 2014

{do dia} Um novo amor: jardineira

Não faz muito tempo que falei aqui que queria uma jardineira que fosse larguinha e tals, né? Como se o Santo dos Brechós tivesse ouvido meu pedido (haha, caso ele existisse e lesse blogs) encontrei a tal peça no Brechó do Kardec por 5 realidades.

A jardineira não era tão bonita à primeira vista: era muito larga (o tamanho na etiqueta era 46!) e era comprida. Mas gostei da cor do jeans e achei que valia a pena dar uma chance pra ela. Cortei as pernas, dobrei e voilà: ficou linda e larguinha do jeito que queria. ❤ Não criei um look muito ~ousado~ com ela - nada com scarpin ou lenços ou meia-calça - e me inspirei nesse aqui, da Geneva Vanderzeil, do blog lindo A Pair And A Spare:


Não usei um colar tão baphônico nem tirei uma foto tão linda e essa é a produção da real life, haha:


- Jardineira comprada no Brechó do Kardec, R$ 5,00;
- Rasteirinha C&A, R$ 69,90;
- Óculos AliExpress, US$ 3,98;
- Colar comprado no Bazar da ACVM, R$ 5,00;
- Lenço C&A, R$ 9,90 (#ficaadica: os lenços da C&A estão na promoção! Comprei outro e postei no IG, olha só)
- Bolsa Wholesale, US$ 8,79.

Para quem estiver procurando jardineira, acho o lugar mais acessível para comprar são nos brechós. No dia que fui no do Seu Salomão, vi algumas por lá! :) Se você não tiver tempo pra garimpa nesses lugares, na C&A e na Forever 21 também tem, mas o preço que não é tão atrativo: entre 70 e 90 reais. Se você estiver na dúvida de como usar, eu fiz esse post em abril do ano passado com várias ideias de como usar a jardineira. ❤


E vocês, já aderiram à peça? Ou acham tudo muito anos 90? hehe

;)

Beijos,
Ju

26 de junho de 2014

Uma 2ª chance para as roupas de brechó

Comprar em brechó pode ser tudo, menos uma tarefa fácil: o lugar é quase sempre desorganizado, não tem seções separando os shorts das blusas e muito menos etiquetas para que você possa encontrar alguma coisa do seu tamanho. Ir nesses lugares significa comprar roupa barata, mas não é só chegar e achar que aquela peça incrível vai estar lá esperando por você; é preciso remexer e mexer mais um pouco para conseguir uma compra bacana.

Também é preciso ter um pouco de imaginação e tentar pensar como tal peça ficaria se colocada de outro jeitinho, se combinada com aquela jaqueta ou se usada com aquela sandália que você gosta. Porque a bagunça e a poeira desses lugares pode te impedir de ver potencial numa peça que poderia ser incrível. Mas é aí que se esconde a mágica: encontrar uma roupa desse tipo - bonita e com um preço que não paga nem seu lanche - é como encontrar uma nota de 10 reais esquecida; é sempre uma surpresa boa.

Estive em mais um desses lugares empoeirados e mal arrumados, que catalogo e compartilho com vocês aqui na Saga dos Brechós. O desse post fica no Grajaú e pertence a um senhor idoso e com sotaque engraçado (segundo ele, o sotaque é francês, porque é de lá que ele veio) chamado Salomão. Se ele veio mesmo da França, já pode ser considerado brasileiro - e principalmente carioca - porque ele tem a maior lábia; se dependesse do Salomão, eu teria levado o brechó inteiro.

Por lá, dá pra achar algumas coisas interessantes como um casaco enorme de tricô, vestido e algumas camisas legais; porém, os preços das coisas mais "inteiras" são a partir de 15 reais e eu não estava disposta a pagar muito. Contrariando a vontade do dono, fuxiquei e achei um short e um vestido por 10 reais que, à primeira vista, não pareciam tão legais:


Quase tudo nessa vida tem conserto e isso inclui roupas. Olhei essas peças empoeiradas lá no Seu Salomão e pensei que depois de alguns ajustes, elas ficariam boas. No short com estampa de girassol (❤️), minha mãe cortou, fez bainha e apertou um pouco na parte e ficou assim:


Já o vestido foi mais simples; só dobrar as mangas, colocar um cinto (comprado num brechó em Vila Isabel por 1 real!) e já ficou bom. :)



Na próxima vez que você for em algum brechó e achar que não tem nada de bom, tente olhar as coisas de um outro jeito. :) E por último e não menos importante, o endereço do Seu Salomão é esse aqui:

Rua Barão de Bom Retiro, 631, Grajaú
O brechó funciona de segunda a sexta, das 10:00 até 17:00

;)

beijos,
Ju

p.s.: enquanto escrevia esse post, lembrei de um outro publicado aqui há um tempão: Guia Para Ser Feliz nos Brechós, que tem um pouco a ver com o que falei hoje.